5 setembro 2010 - 23º Domingo do Tempo Comum

3ª semana do Saltério.
Missa pr Gl, Cr, Prefácio dos domingos comuns.
Leituras:
Sb 9, 13-18 – reconhecer e cumprir a vontade de Deus, eis a verdadeira sabedoria.
Fm 9b-10.12-17 – o amor estabelece relações iguais e livres para todos.
Lc 14, 25-33 – condições para ser discípulo.
Qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo. (Lc 14,33)
Reflexão: Seguir a Jesus exige desapego, comporta dar prioridade a Jesus e assumir todo o risco que isso acarreta. Quem deseja seguir a Jesus deve armar-se de disponibilidade para a cruz, porque o seguimento de Jesus no serviço dos irmãos, seja na comunidade ou na vida consagrada, na vida religiosa ou na vida sacerdotal comporta cruzes. Engana-se quem pensa seguir a Jesus vivendo num mar de rosas. A renúncia exigida pelo Senhor é transformar o egoísmo de possuir em relações de partilha e fraternidade. Este “sim”que o Senhor nos pede é sempre dado na medida de nossa liberdade. É preciso ter a sabedoria de entender que longe de nos escravizar ou colocar um fardo pesado demais sobre nossos ombros, Jesus vem nos realizar como pessoas. Ele nos chama é para uma decisão. E esse chamado vem através de suas Palavras. Não podemos lê-las e continuar os mesmos. A decisão de seguir a Jesus e assumir a cruz é penhor de libertação e nessa liberdade servimos a Cristo. Que o Amor ao qual nos entregamos, seja uma perene novidade em nossos corações. Mesmo que este amor tenha que ser vivido na procura, na busca do Amado escondido, oculto naqueles tenebrosos lugares onde já andamos descobrindo vestígios: nas lágrimas, nos espinhos, no sangue derramado... Mas Ele vai estar todo o tempo  ao nosso  lado!

                                                            

8 setembro: Natividade de Nossa Senhora – festa . Maria viveu pela fé e nos ensina que o único jeito de sermos felizes é optando por seu Filho.


12 setembro 2010 - 24º Domingo do Tempo Comum

4ª semana  do Saltério.

Missa pr: Gl, Cr, Prefácio dos domingos comuns.

Leituras:
 Ex 32, 7-1.13-14 – Mesmo quando seu povo erra e falha, Deus não o abandona.
1Tm 1, 12-17 – “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro.”1Tm 1, 15
Lc 15, 1-32 ( Filho pródigo).

Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Lc 15,31

Reflexão: O Evangelho deste domingo é unânime em afirmar que a alegria de Deus é a nossa volta aos seus caminhos. O nosso Deus, se um pecador converte-se, faz festa no céu. Quem chegou ao fundo do abismo levado pelo pecado pode saltar para o alto, rumo ao ar livre, ao encontro da santidade. Ao pecador abre-se a estrada da santidade. Morreu no abraço do pai o mal feito pelo filho pródigo. O pródigo sente na carne que é um pobre homem e tem a coragem de confessar essa pobreza. É pobre de liberdade, de verdade, de dignidade, de amor. No país distante, no lugar do desamor, surge aos olhos do filho pródigo a imagem da Casa paterna. O pródigo volta para casa com um discurso de perdão na ponta da língua. O Pai, porém, não o deixa falar. Compreendeu tudo. Não precisa daquelas palavras e lançando-lhe os braços num abraço o reconstrói, o refaz, o reveste de esplendor. A roupa mais bonita, o anel no dedo e as sandálias nos pés são o símbolo do homem novo e o filho pródigo ( você e eu) conhece a amplidão da misericórdia de Deus.
Sentir saudade do abraço do Pai é sentir necessidade de fazer penitência, reparar erros, pedir e dar perdão. Corramos ao encontro do Pai e atiremo-nos ao seu pescoço.
O filho mais velho permaneceu sempre em casa... mas permaneceu sem amor. O principal pecado é não crer no amor. Com espanto descobriu que o mais importante na Casa do Pai não são os regulamentos, mas o coração do Pai. Porque o Senhor veio, principalmente, para aqueles que sentiram a experiência do fundo poço e a secura do pecado, mas que aceitaram o desafio da volta, a força renovada do reerguimento e o desejo de ver brotar em seu interior uma fonte de água viva.
* 14 setembro: Exaltação da Santa Cruz: só Deus basta! Caminhemos em paz carregando nossas cruzes. Que seja Deus a nos guiar os passos e a nos tomar pela mão. Que permitamos que Ele nos conduza bem longe, até o fundo da cruz, porque depois virá a alegria.
* 15 setembro: Nossa Senhora das Dores ou da Piedade, padroeira do Estado de Minas Gerais.


19 setembro 2010 -  25º Domingo do Tempo Comum
                                              

      
1ª semana do Saltério.
Missa pr: Gl, Cr, Prefácio dos domingos comuns.
Leituras:
Am 8, 4-7 – Lesar os pobres é grave injustiça, é roubar-lhes não só os bens, mas a dignidade e  vida
1 Tm 2,1-8 – Rezar é entrar em sintonia com a vontade de Deus: a salvação de todos.
Lc 16, 1-13 (Parábola do administrador infiel)

“Quem é fiel nas pequenas coisas, também é fiel nas grandes.”Lc 16,10

Reflexão: O administrador da parábola prejudicou os interesses do seu patrão e soube mostrar-se inteligente e preparar-se para o futuro abrindo mão dos seus lucros e criando novas relações de amizade (fraternidade). A admiração de Jesus pela esperteza do administrador precavido, traduz-se em clara reprovação a todos que o seguem de forma imprevidente e preguiçosa. Aqueles que trabalham pela “grande causa” que é o Reino de Deus devem demonstrar o mesmo engenho, inteligência, iniciativa e entusiasmo daqueles que se consagram às “pequenas causas”. Trabalhamos para o reino dos céus, uma grande causa... Deus confia-nos a administração dos seus bens! Por isso as características do nosso trabalho pastoral jamais poderão ser o cansaço, o desmazelo, o aborrecimento, o passo arrastado, a falta de inteligência, a ausência de um pingo de fantasia.
Na segunda leitura deste domingo, São Paulo escrevendo a Timóteo, seu herdeiro espiritual, nos mostra que o legítimo orante está sintonizado com o projeto de Deus para os homens. É interessante perceber que freqüentemente confundimos o que seja oração, formando dela uma imagem com muitos ornamentos e aparatos (natureza, silêncio...) e como do dia a dia não se tem todo o dia a possibilidade de um bosque silencioso, uma capelinha despojada, então pensa-se ser incapaz da oração. Ora, mesmo que não tenhamos tais condições, com Ele e com os dons que Ele nos concedeu, tudo podemos! A oração pessoal no dia a dia é que nos levará a vivenciar cada vez mais a Eucaristia. O importante é começara rezar e não ficar esperando a oração ideal. Retirar da Eucaristia a oração e florescer onde Deus nos plantou.


26 setembro 2010 - 26º Domingo do Tempo Comum


2ª semana do Saltério.

Missa pr: Gl, Cr, Prefácio dos domingos comuns

O último domingo de setembro é o Dia da Bíblia.
Leituras:
Am 6,1a.4-7 – contestação da falsa segurança que provem da riqueza e do poder.
1Tm 6,11-16 – ser fiel à verdade.
Lc 16, 19-31 ( Parábola do rico e Lázaro)
Reflexão: A parábola do ricaço que vivia em banquetes com os amigos no seu palácio, enquanto lá fora, sentado no chão, costumava ficar um pobre coberto de feridas. Seu nome era Lázaro, cujo sonho era receber pelo menos migalhas das sobras da mesa rica. Mas nunca recebia. E os cães vinham lamber-lhe as feridas. E a história continua... Este é um retrato perfeito do nosso mundo. A riqueza diverte-se ao lado da pobreza que sofre. E não lhe presta a menor atenção. Tudo continua na mesma. Porque ao longo dos séculos mudaram os sistemas, mas permitiram que os homens continuassem a ser o que eram: rancorosos, gananciosos e tiranos.
Jesus vem trazer a libertação para o homem escravizado dentro de si mesmo por aquilo que chamamos de pecado e que sintetiza toda a forma de maldade. Deus quer homens bons, integralmente bons. E não está interessado em rótulos de sistemas ou partidos. São todos eles frágeis e de intenções sempre discutíveis. Deus não quer que o pobre Lázaro invada a casa do rico comilão e o mate, roubando tudo o que era dele e ficando em seu lugar. Mera troca de personagens... Deus quer os dois sentados à mesma mesa, como irmãos. Sem ódio ou violência, mas como irmãos, pois essa é a nossa verdade: somos todos irmãos. A última e definitiva justiça fica para as mãos de Deus. Disso somente Ele é capaz.
Dia  da Bíblia: : Não podemos comparar as páginas da Sagrada Escritura a breves artigos de jornal, geradores de concordâncias e discordâncias e de discussões vazias e intermináveis. Importante é compreender o que Deus está a nos dizer. Porque esta é a intenção de Deus e por isso a Bíblia é inspirada por Ele. O homem precisa do Evangelho tanto quanto precisa de Deus.E se pretende resolver seus problemas pondo Deus de lado, essa postura só pode dar num resultado: o fracasso.Os sistemas passam. A Palavra fica. Porque a Palavra de Deus é dirigida à pessoa humana, com seus sonhos e suas fragilidades. Pois, enquanto assistimos às alternâncias e superações dos sistemas, o ser humano permanece o mesmo, enfrentando os eternos problemas com que se defronta: a guerra e a paz, a injustiça e a justiça, o egoísmo e o amor. Que os sistemas são incapazes de resolver. E para os quais, exatamente, a Palavra de Deus veio trazer o remédio.


27 de setembro: São Vicente de Paulo: braços ocupados, abraçados, ao mais belo tesouro...

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