18º Domingo do Tempo Comum (01/08/2010)
Lc 12,13-21 (Não entesourar)

 O dinheiro para determinadas pessoas é tudo, é sinônimo de poder. O sonho da fortuna é um sonho fugaz. São muitos os pais que sonham com dar fortuna aos filhos. Não são tantos os que sonham com lhes dar educação. Aliás, com boa educação, o filho está preparado para o futuro. A fortuna por si só é um perigo. O dinheiro é a causa das guerras. É ele que corrompe os homens. É ele que os divide em castas. É ele que sustenta as injustiças. É ele que endurece o coração humano. É ele, mais que tudo, que nos desvia de Deus .
Você quer bem a seu filho? Não pretenda enriquecê-lo. Lute por educá-lo. A educação é a mais nobre riqueza. Ela o ensinará a administrar o dinheiro com sensibilidade. Na dinâmica do Reino de Deus, o único poder que tem as riquezas é o de fazer o bem. Só assim seremos contados como benditos diante do Pai Celeste.
“Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo”.
Como você o tem buscado?

*Em  6 de agosto, TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR. O Senhor Bom Jesus, celebrado neste dia, é o titular da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre.


19º Domingo do Tempo Comum (08/08/2010)
Lc 12,32-48 (Vigilância)

A primeira parte do Evangelho de hoje completa o ensinamento do domingo passado, mostrando ao cristão como proceder diante dos bens deste mundo. O uso correto das coisas ajuda a estar preparado para o momento do encontro com o Senhor. Mesmo ignorando o tempo da vinda do Senhor, cada discípulo deve permanecer pronto, vigilante, como se o dia de hoje fosse o último de sua existência. Há séculos a humanidade sente-se dona da criação e a utiliza a seu bel-prazer. Abusamos da criação! A proposta de Jesus é diferente. Não somos donos da criação. Somos os administradores, os encarregados por Deus de fazer com que a criação atinja a plenitude. É tempo de mudar o nosso comportamento.


20º Domingo TC  ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA (15/08/2010)
Lc 1, 39-56

        O cântico do Magnificat de Nossa Senhora tem algo de inquietante pois nos transmite não uma Senhora frágil e romântica, mas uma mulher profética, comovida pelo Espírito de Deus, falando das grandes coisas que Deus faz: tronos e poderosos derrubados;miseráveis que são erguidos do pó da terra; ricos despachados de mãos abanando; pobres e famintos repletos de bens.
      Nosso Deus é um Deus que “subverte”, põe de pernas para o ar, volta de baixo para cima, de cima para baixo toda a escala de valores do mundo.
      Que o cântico de Maria nos ajude a entender que  o nosso caminho, se é que pretende ser um caminho para Deus, não poderá andar pelas alturas ( esta bobagem atual de celebridade), mas terá que ir realmente às profundezas, aos pequenos, aos humildes, aos necessitados.
      Que pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria tomemos uma atitude e afastemos de nós toda violência e força bruta, toda vaidade, todo orgulho, toda aparência, todo esnobismo, consentindo, como Nossa Senhora, que só Deus, só Ele seja elevado!
      É dogma de fé na Igreja que Nossa Senhora, concebida sem pecado e escolhida para ser a Mãe do Salvador, subiu ao céu de corpo e alma. Um corpo de glória, como nós igualmente teremos após nossa ressurreição no final dos tempos.
      É verdade acreditada pela Igreja que Maria Santíssima ressuscitou gloriosamente, sem ter sofrido a menor corrupção.
Nossa Senhora da Assunção é também invocada sob a denominação de Nossa Senhora da Glória.


21º Domingo do Tempo Comum (22/08/2010)
Lc 13,22-30 (A salvação para todos)

A salvação é proposta a todos os homens. É condição para obtê-la entrar pela porta estreita, ou seja, escolher o caminho da vida que leva ao mundo novo. Muita gente virá do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus... Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos Lc13,30.
      Em todo o Evangelho apenas duas vezes Jesus fala da Igreja (Mt16,18 e 18,17), mas em Reino Ele fala mais de cem vezes! A Igreja é o meio de pregar, anunciar, preparar e realizar o Reino.
      Como um encanamento que conduz a água: de nada adiante ter o encanamento sem ter água. Do mesmo modo, de nada adiante estar na Igreja sem construir o Reino. As características do Reino são as coisas que são renovadas, as lágrimas dos olhos enxugadas... Esse mundo novo, onde todos os homens têm iguais direitos e oportunidades. Como a Igreja nos ensina, o Reino de Deus não pode ser comparado a nenhum regime ou sistema social. Porém, é através da história dos homens, dos regimes políticos, dos sistemas sociais que o Reino se constrói. O Reino se constrói onde o povo deixa de passar fome, deixa de sentir sede, onde ninguém vive mais desamparado, sem roupa ou doente, onde os oprimidos alcançam a liberdade. Quem faz isto pelo povo, faz isto para Deus. Entrar pela porta estreita, portanto, é criar a nova história.


22º Domingo do Tempo Comum (29/08/2010)
Lc14, 1.7-14 ( Humildade: condição para sentar-se à mesa do Reino)

As festas sociais com seus protocolos e etiquetas acabam sendo terrivelmente enfadonhas e aborrecidas. O chamado de Jesus é para viver a festa da vida de forma autentica, sendo o que somos, esquecendo-se das máscaras artificiais e imagens sociais com que nos cobrimos para dissimular diante dos outros o que não somos.
No evangelho de hoje a ordem específica do Senhor de evangelizar os pobres deve levar-nos a uma preferência missionária efetiva pelos mais pobres, necessitados e segregados. A Igreja, testemunha do valor dos bens do Reino é humilde servidora de todos os homens. Por isso, os membros do Povo de Deus devem dar à sua vida, atitudes, ações e palavras suficientemente coerentes às exigências evangélicas.

Que confiemos, antes de mais nada, na força da Palavra de Deus.

Copyright © 2005 Santuário da Medalha Milagrosa - Todos os direitos reservados | Desenvolvido e Hospedado por viverlindoia.com