14◦ Domingo do Tempo Comum (04/07/2010)
SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO (Dia do Papa)

Mt 16,13-19 -  “ E eu te declaro:” tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

            A solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo é uma das festas litúrgicas mais antigas da Igreja Católica. Esta solenidade foi, por exemplo, colocada no santoral muito antes da festa do Natal. Depois de Nossa Senhora, os santos Pedro e Paulo, com São João Batista, são os mais lembrados em diferentes ocasiões do ano litúrgico.
            O martírio desses apóstolos se deu sob Nero, em Roma. O martírio de São Pedro em 64 d.C., e o de São Paulo no ano 67.Um dos mais antigos hinos litúrgicos da Igreja os chama de pais da Roma cristã.
            A mensagem central deste Domingo, também chamado domingo do Papa, é a de que não há maior alegria para o cristão do que estar nas mesmas pegadas de Jesus de Nazaré. O ponto máximo desse seguimento se dá no derramamento de sangue pelo nome de Jesus e do seu Evangelho. A Eucaristia dominical será para nós fonte de vida e alegria se estivermos, a exemplo dos Apóstolos Pedro e Paulo, inteiramente disponíveis aos nossos irmãos.
            Que São Pedro e São Paulo intercedam pela Igreja, à qual foi dada as chaves do Reino dos Céus. Que pela intercessão dos Apóstolos Pedro e Paulo, Deus abençoe o pontificado do Santo Padre Bento XVI e dos nossos Bispos, guardiões da fé e promotores da unidade da Igreja. Que a Igreja reze e se solidarize com os sofredores, porque o sofrimento é sempre a grande provação, não só das forças físicas, mas também das espirituais, cf. At 12,1-11


15º Domingo do Tempo Comum(11/07/2010)
Lc 10, 25-37 (Bom Samaritano)

 

     Quando falamos de amor ao próximo, a reação mais comum é pensar no próximo distante, ou naquele que não incomoda. Lembrar do próximo que nos causa desconforto é inquietante... Jesus nos confirma de que o meu próximo, por primeiro, é aquele que mais necessita de mim.
      Olhe ao seu redor: há doentes precisando de um auxílio ou de uma visita? Há presidiários necessitando de uma palavra de conversão? Há alguma criança mendigando carinho, apoio, afeto? Esses são os seus próximos. Olhe dentro de sua casa: como está o seu relacionamento com seu marido, esposa, filhos, pais? Não será um relacionamento ferido, machucado, necessitando de cuidados especiais, a exemplo do evangelho de hoje?
      Olhe para dentro do seu coração: quem você está matando, desejando o mal ou mesmo excluindo de sua vida? Você foi feito para carregar vida em seu coração, não morte. Jesus Cristo é a face humana de Deus e, aceitemos ou não, está presente em todos os que estão ao nosso redor. Quando negligenciamos nosso amor a quem quer que seja, é ao próprio Salvador que estamos desprezando.
- Respondeu o doutor: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: ”Vai e faze tu o mesmo”. Lc 10,37


16º Domingo do Tempo Comum (18/07/2010)
Lc 10, 38-42 (Marta e Maria)

Saber escolher o essencial na vida é uma questão das mais importantes para encontrar a verdadeira felicidade. A Palavra mostra o que fazer e como fazer. Marta e Maria. Maria e Marta, os dois braços da Igreja. Os dois necessários. Os dois imprescindíveis. Os dois irrenunciáveis. O ministério do amor que é a essência do cristianismo, não pode abrir mão da dimensão contemplativa. A necessidade missionária, a urgentíssima necessidade de evangelização não pode levar o cristão ao ativismo. Porque quando se cai no ativismo perde-se a espiritualidade e os afazeres tornam-se vazios e sem sentido. A comunidade cristã necessita em igual intensidade de Marta e Maria. A agitação interior de Marta é censurada por Jesus. Maria entendeu que há um tempo para cada coisa.
Dê um tempo em sua vida para escutar Deus e você perceberá que as tempestades interiores se acalmam. Quantas vezes, em nossas casas, quando recebemos determinada pessoa, falta-nos esta atitude de dar um tempo para escutar e acolher de fato quem nos visita. É o tempo do carinho, do afeto, tempo de construir pontes entre os corações.
O que é mais importante para você neste momento? Pelo que você luta? O que dá sentido a tudo aquilo que você faz, pelo que vive, além de seus interesses?
Que pela intercessão de Nossa Senhora da Medalha saibamos dizer ”sim” a Deus.


17º Domingo do Tempo Comum (25/07/07)
Lc 11,1-13 (Oração perseverante)

 

A oração de Jesus nos distingue tornando-nos definitivamente irmãos e irmãs. Ao tratar Deus como Pai nos faz todos irmãos. Além do mais é um Pai próximo que, cheio de misericórdia e compaixão, atende às necessidades de seus filhos.
O Evangelho deste Domingo nos leva a descobrir algo de muito proveitoso: que o lugar da nossa oração é o coração, e que o batismo, além do estado de graça, nos deu o estado de oração. O segredo está em despertar o coração e ele entrará em oração!
Orar é a aspiração mais profunda da alma. Os curtos momentos de experiência, são um antegozo do face a face que um dia virá: manter-se agora diante d’Ele em atitude de oblação e cultivar sempre a alegria (como ensina santa Teresinha).
Que nossas vidas se consumam no canto de louvor, de ação de graças ao Amor misericordioso, sob o olhar de Nossa Senhora da Medalha, terna Mãe e modelo, e no serviço do Cristo presente em cada irmão.

* A Igreja celebrará em 04 de agosto, a memória litúrgica de São João Maria Vianney, conhecido como o Santo Cura d’Ars, padroeiro do clero diocesano. Lembremo-nos de rezar especialmente pelos nossos padres.

 

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