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5º DOMINGO DA PÁSCOA Jo
13,31-33ª.34-35 (Glorificação e Amor) (02/05/2010)

Esta é uma
passagem magnífica
do evangelho de João, por ser o legado de Jesus
aos seus seguidores, às vésperas de sua
morte.
A missão de Jesus foi cumprir a vontade
de Deus, entregando-se para salvar a humanidade mergulhada
no pecado; revelando assim o nosso Deus que nos ama.
Esta foi a tarefa de Jesus de Nazaré. E a fase
culminante e decisiva desta tarefa foi aquele período
que começou com a saída de Judas da sala
da ceia e terminou com o seu corpo pendendo na cruz.
Por isso manifestou-se naquele sofrimento e na morte
de Jesus a glória de Deus. Ali, no Cristo sofredor,
no Cristo crucificado, Deus se manifesta a nós,
em toda sua essência.
Aquele sofrimento e aquela morte têm relevância
existencial para nós hoje. Pois é na cruz
que se revela para nós a glória de Deus.
Onde houver amor mútuo, amor que se fundamente
na cruz de Jesus, aí haverá Igreja, aí estarão
os discípulos de Jesus. Os verdadeiros discípulos
de Jesus estão na prática do amor e não
coincidem necessariamente com os nomes dos fichários
das pastorais. Na prática do amor!
Esta prática foi-nos testemunhada por
Dona Zilda Arns, arrebatada do nosso convívio
em janeiro passado. Era infinitamente paciente. Serena
nos gestos, no olhar, no sorriso fácil, na delicadeza
com que tratava todos, em qualquer circunstância,
e na tolerância em relação às
idéias das quais divergia e às pessoas
que não admirava. Docemente insistente, porém,
na defesa de sua crença e propostas.
Que o Senhor nosso Deus solidifique e fortaleça
a nossa fé neste amor, para que possamos amar-nos
uns aos outros como Jesus nos amou, para que possamos
ser seus verdadeiros seguidores. Amém.

6º DOMINGO
DA PÁSCOA Jo 14,23-29
( Espírito Santo e paz) ( (09/05/2010)

“Deixo-vos
a paz, dou-vos a minha paz.”
A paz na perspectiva da Bíblia é dom
de Deus que assegura a perfeição e garante
a segurança do ser humano. É também
a benção benfazeja de Deus, a saúde
da alma e do corpo, o sinal eficaz da relação
filial com Deus nosso Pai.
A paz dada por Jesus é tudo isso. É pura
graça. É tudo aquilo de que o homem tem
necessidade
Como bem definem os dicionários de teologia,
paz, na ordem pessoal, é a integração
do ser humano que os faz viver em harmonia e plenitude
interior e para o exterior.
Jesus não veio simplesmente trazer a paz
e no-la dar. Veio trazer a receita da paz. Ofereceu o
caminho. E deu a amostra de si mesmo.
Ao ser humano, a mim e a você, compete
construir a paz, assim como somos nós que decidimos
a guerra.
A paz só chegará quando todas as
nações do mundo contribuírem conscientemente
para um objetivo universal: a justiça. Justiça
que tem suas raízes no humano. Humano que tem
suas raízes no divino.

ASCENSÃO
DO SENHOR (16/05/2010) - Lc
24,48-53
Domingo das Comunicações Sociais

Estamos diante dos versículos finais do
evangelho de Lucas. A tônica da pregação
deste Domingo é o testemunho cristão no
mundo de hoje.
A Ascensão de Jesus realça duas
realidades que, indissoluvelmente, constituem o Cristo,
verdadeiro homem, Deus vivo.
O homem não está no centro astronômico
do Universo, mas, sim, no seu ápice, porque o
homem é a evolução cósmica
consciente de si mesma. Ele foi criado como acabamento
da criação em seis dias, e agora, na História
integra todos os planos do ser. É por isto que o
tempo da Antiga Aliança se dirige para a vinda
do Messias, mas, vindo, o Rei, o seu reino está por
vir. Depois da Ascensão e Pentecostes, o tempo
da Igreja é orientado para os novissima do
Reino e leva o homem à sua plenitude enquanto
nova criatura. Esta é possível porque Deus
se tornou o Homem Novo, o homem absoluto e todos o seguem.
Portanto, não se trata de consertar, de
remendar o homem antigo. O homem antigo se arruína,
o homem novo se renova dia a dia, ensina São Paulo.
A metamorfose da metanoia, reviramento total de que falam
os quatro evangelistas, é radical.
O cristianismo, no testemunho luminoso dos seus
confessores, mártires e santos, é revolucionário
e explosivo. Nova criatura, homem novo são justamente
sinônimos da santidade. Sal da terra e luz do mundo,
os santos caminham como guias e faróis da humanidade.
Estas testemunhas, ora irradiantes, ora obscuras e escondidas,
assumem plenamente a História. Os santos tomam
a sucessão dos mártires e iluminam o mundo.
Mas o apelo do Evangelho se dirige a todo homem. Se,
depois da Encarnação, a Igreja é,
segundo Orígenes, cheia da Trindade, depois da
Ascensão a Igreja é cheia de santos.
*Celebra-se nestes dias
a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

DOMINGO
DE PENTECOSTES (23/05/2010) Jo 14,15-16.23b-26

O
Espírito Santo é o dom supremo
de Deus. Enquanto não o tivermos recebido, o dom
que nos fez o Pai enviando ao mundo seu Filho único
não atinge todo o seu efeito.
A vitória de Deus sobre o pecado é alcançada
no instante em que Jesus morre na cruz, brilha aos homens
no dia de Páscoa, mas o fruto desta vitória,
o advento do Reino de Deus, a transformação
dos corações, não se revela senão
em Pentecostes.
A festa de Pentecostes é ocasião
para todos os cristãos se aperceberem da renovação
que este acontecimento nos anuncia e de pedirem por sua
realização, pois a fé no Espírito
Santo é a negação da aridez, da
esclerose, da rotina e da inércia que nos espreitam.
Quando neste dia de Pentecostes ao professarmos
nossa fé no Espírito Santo, dizemos “não” à capitulação;
negamo-nos a deixar-nos deter por dificuldades que julgamos
não poder resolver e pelos desfalecimentos constantes
da cristandade; sabemos que existe uma promessa de renovação.
Ali é onde está a obra do Espírito
Santo. Os que possuem esta fé conhecem o prodigioso ímpeto
que anima toda a vida espiritual constantemente renovada;
e o vento impetuoso da renovação soprará no
amplo campo da Igreja.

9º Domingo do Tempo Comum SANTÍSSIMA
TRINDADE (30/05/2010) - Jo16,12-15

Não houve para os primeiros discípulos
problema da Trindade. Para eles uma só questão
se punha: quem é Jesus? Tomados pela presença
do ressuscitado, desde o primeiro dia eles confessaram
que ele é o Senhor.
Trata-se sempre de Jesus. E da questão
primordial. Quem é ele? Antes de tudo, importa
situa-lo: e a evidência se impõe que ele
não pode ser situado senão nesse meio divino:
a vida mesma de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.
Hoje ainda não existe outro caminho. A
existência cristã, a existência humana
vivida em verdade, se abre toda inteira diante de Deus
Pai que está acima de tudo, com Deus Filho que
veio partilhar para sempre a nossa condição,
em Deus Espírito que não somente está em
todos, mas age através de todos.
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