CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2010
 “Não podeis adorar a Deus e ao dinheiro” Mt 6,24

O dinheiro é o grande rival de Deus. Encontra-se isto frequentemente nas páginas das Escrituras. Encontra-se isto em todo o percurso da História. Encontra-se isso nas minúcias do dia-a-dia.
Não são poucas as razões que o homem procura para estabelecer divisões segregativas: raça, cor da pele, religião, cultura, idade, profissão...Nenhuma delas, porém, é tão profunda e tão cruel como o dinheiro.
O dinheiro é divisível por natureza. E ele é divisor por essência. Divisível, porque é um número. Divisor, porque é mau.
Divide as nações entre si, levando umas ase julgar no direito de discriminar, explorar e oprimir outras.
Divide as nações dentro de si mesmas, colocando barreiras impermeáveis e intransponíveis entre classes abastadas e classes pobres, entre fartura e fome.
Divide as famílias, afastando irmãos e separando-os hostilmente na partilha das heranças.
Divide o homem dentro de si mesmo, distanciando-o do ser que o realiza, para escravizá-lo ao ter que o avilta.
Sobretudo, rompe o homem com o seu Deus e Criador, depondo-o do seu trono, para usurpar o seu lugar.
Deus fez a terra para todos. O dinheiro a divide entre alguns.
O homem adora o dinheiro. E se esquece de Deus.
E, depois, geme amargurado sob as conseqüências dessa escolha.
O dinheiro é o rival de Deus e o inimigo do homem.
Nesta Quaresma reflita se isto não é verdade...



3º Domingo da Quaresma Lc 13, 1-9 ( A figueira parasita) 07.03.2010

                                                                  

A terceira semana da quaresma nos fala da finalidade da vinda do Messias. Jesus veio nos ensinar uma forma diferente de viver, onde a graça de Deus é o verdadeiro alimento do homem que deseja a plena realização. Jesus veio revelar um alimento diferente de todos os alimentos. Os frutos da terra alimentam para a caminhada do tempo. Mas o alimento que Ele veio revelar alimenta para o todo da vida, a vida no tempo e na eternidade.
A figueira estéril chama o agricultor a maior dedicação, chama o dono da vinha a menos imediatismo, convida todos a aproveitarem o tempo da salvação, por isso, conversão quer dizer tomar consciência de que pertencemos a um povo.
Você tem se interessado em mudar de atitude?
“Se não mudardes de atitude...” Lc 13,5


4º Domingo da Quaresma Lc 15,1-3.11-32 (Filho Pródigo)  14.03.2010

A quarta semana da quaresma coloca a nossa resposta diante do grande amor de Deus. De todas as parábolas que nos apresenta o Novo Testamento, a do Pai cheio de amor, é certamente a mais importante.
O filho mais novo acredita piamente que deve deixar a casa do Pai para, sozinho, empreender a aventura de viver. Rompe a fidelidade com o Pai. Perdido, o ingrato volta. Volta esperando que seu arrependimento seja acolhido pelo Pai.
O evangelista quer realçar a atitude do Pai. Quando avista o seu filho, o Pai comove-se, começa a correr, reencontra o seu filho, e, sem reclamar nem esperar outras explicações, dá-lhe o sinal da igualdade e da perfeita comunhão, ao beijá-lo no rosto (o penitente, entre os judeus, beija somente os pés e os joelhos de seu Mestre).
Perdoar significa concretamente refazer uma vida, uma comunidade, o que supõe um amor sem medida. É esta realidade que Jesus veio revelar aos homens, ele que acolhe os publicanos e senta-se à mesa com os pecadores. É necessário que todos aprendam quem é este Deus de misericórdia, que tem maior júbilo por um pecador que se converta, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.
Não tem limites a misericórdia do Pai quando vê, no coração do filho que se afasta de sua amizade e de sua intimidade, a vontade de recomeçar tudo de novo. No hoje deste mundo precisamos desta lição que Lucas nos deixou. Não é possível que milhões de pessoas ignorem que Deus quer acolhê-los. Não é possível que continuem a viver na escuridão da solidão. É necessário que, nós próprios façamos esta experiência. É importante que no nosso coração surja a vontade sincera de dizer ao Pai: “Pai, pequei contra o céu e contra ti”.
                                                             Λ ╬ Ω

 19 de março S. José, Esposo da BVM, Padroeiro universal da Igreja    Lc 2, 41-51ª
A humildade marcou sua vida. A condição de operário acentuou sua humildade. E a confiança plena em Deus foi sua característica maior. O clarão que o cerca deve-se à luz que vem de Maria e que vem de Jesus. Aos nossos olhos passaria despercebido. Mas não passou aos olhos de Deus. José nos inspira a olhar além das aparências. Fazendo nossa atenção voltar-se para a beleza da vida.
*Hoje, dia onomástico do Santo Padre Bento XVI (Joseph)


5º Domingo da Quaresma  Jo 8, 1-11 (Mulher adúltera)    21.03.2010

A quinta semana da quaresma manifesta o poder libertador de Deus em relação ao passado. Para a misericórdia de Jesus o passado não conta desde que haja abertura do coração. É neste sentido de renovação que o evangelho de hoje quer ser entendido. Estamos na Quaresma, tempo de penitência e renovação. Deus não nos condena, mas quer que de nosso pecado brote “o não mais pecar”. Ou seja: deixemos de uma vez por todas de fazer mal a nós próprios. E de fazer o mal para os outros.
A caminhada da quaresma aproxima-se do seu final. Retorna a cada ano como algo que se repete sempre. Mas nunca é a mesma caminhada. A vida no tempo nunca é a mesma. Está em constante e inevitável mutação. Perde-se aquilo que se tinha, conquista-se o que ainda não fora alcançado. Há vidas que crescem. Há vidas que se atrofiam. Nesse processo ininterrupto, não somos vítimas passivas. Somos protagonistas e agentes determinantes. Com a responsabilidade das escolhas. Afinal, quem somos nós? Somos o resultados das nossas escolhas.
No episódio da mulher adúltera, bastou um olhar puro, uma palavra “pura”, um gesto amigo, para erguer a pecadora, para revolucionar completamente uma existência. Restou um vazio... Um tribunal deserto! Jesus, a sós com ela, não a condenou, porque daqui a pouco será condenado no lugar dela. Pagará pelo dela e nossos pecados.


ANUNCIAÇÃO  Lc 1,26-38 - (25.03.2010)
Na oração do Credo ao “foi concebido pelo poder do Espírito Santo”, genuflexão.

Ave, Maria, cheia de graça! A Trindade divina, numa só voz, a saúda. Surge o grande sinal da humanidade ressurgida.
Ave, cheia de graça! Inclina o teu ouvido; o Rei se apaixonou pela tua beleza e quer que apareças no céu  como um grande sinal.
Ave, cheia de graça! A cada instante serás chamada de novo pelos homens, que hão de invocar-te à cabeceira dos enfermos, que hão de querer-te nas suas festas para que não falte o vinho da alegria. Hão de querer-te lada a lado, cada dia, para que não falte o pão! E tanto hão de chamar-te que tu mesma virás ao seu encontro, sempre que te chamem: Aparecida, Salete, Lourdes, Fátima, Senhora da Medalha Milagrosa!
Ave, cheia de graça! Regina, Rainha dos anjos e dos homens!


DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR    Lc 22,14-23,56  (28/03/2010)

Sábia e generosamente a liturgia acompanha nossos passos, como uma escola perene. Na escola perene da Liturgia, a Quaresma entra como um curso intensivo, para aprofundar nossos compromissos com o Reino de Deus. Quando nos dispomos a reproduzir a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém estamos fazendo uma revisão na Fé: quem é Jesus para mim? Uma revisão na Esperança: qual a minha contribuição para a construção do Reino de Deus? Revisão no Amor: como trato meus irmãos, todos eles?
O Pai cumpriu suas promessas.
Jesus cumpriu sua missão.
O Espírito Santo está à disposição de todos os que querem exercer os seus dons. Resta saber como anda o compromisso de cada um de nós.

Realiza-se a profecia: “Não temas, filha de Sião: eis que vem a ti o teu Rei, montado em um jumento”. Quem é essa filha de Sião? São as ovelhas atentas à voz do pastor: é a multidão exultante a aclamar o Senhor que vem para ela. Às ovelhas foi dito: “Não temas!” Reconhece Aquele a quem glorificas! Não te espantes com sua Paixão, porque o seu sangue, que vai ser derramado, apagará o teu pecado e te dará a vida.
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