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SOLENIDADE DA SANTA
MÃE DE DEUS MARIA Lc
2,16-21

Os anjos deram aos pastores um sinal para que
reconhecessem o Messias e eles caminham até Belém.
Crêem, caminham e encontram a Jesus. Fazem um ato
de fé, ficam maravilhados e louvam a Deus.
O Filho de Deus, “envolto em panos e deitado
numa manjedoura” assumiu a natureza humana para
oferecer a Deus Pai uma digna satisfação
dos pecados dos homens; para ensinar o caminho da salvação
mediante a pregação e os exemplos; para
resgatar a humanidade da escravidão do pecado
e da morte pela sua Paixão; para reafirmar a humanidade
na graça de Deus e assim reconduzi-la ao céu.
Maria viu tudo isto acontecer e conservou todas
as coisas em seu coração. A exemplo da
Bem-Aventurada Virgem Maria somos também convidados
a aproveitar os acontecimentos de nossa vida. De muitas
maneiras o Senhor nos fala. Temos de ouvir a sua voz.
Só assim nos santificamos.
A exemplo dos pastores, recebemos igualmente
a missão de comunicar aos outros as graças
que o Senhor nos dá. É o nosso apostolado.
Maria trouxe ao mundo Cristo, nossa Paz.
A paz tem endereço certo e caminhos próprios.
Como no plantio da lavoura é preciso preparar
a terra, adubá-la, escolher a semente, plantá-la
e cultivá-la para que cresça e cercá-la
de todos os cuidados para que não seja prejudicada,
mas se fortaleça.
A paz dá trabalho!
Independente de tudo o que a História
possa registrar, o ano de 2010 poderá ser o
melhor de todos os anos que passaram. Basta você querer.
Nas páginas da História você não
manda. Mas as páginas da sua vida é você que
as escreve.

EPIFANIA DO SENHOR Mt
2, 1-12 - (03/01/2010)

Guiados por Deus os Reis colocam-se a caminho
para adorar a Jesus. Aceitam os incômodos de uma
longa viagem para adorar a Jesus. Assim também
nós, para cumprirmos a vontade de Deus somos convidados
a renunciar às comodidades, à vontade própria
e aceitar generosamente os sacrifícios e renúncias
que a vontade de Deus freqüentemente impõe.
Afinal, só se entende a vontade de Deus tendo
o coração desapegado dos bens materiais
e atento às coisas do alto.
Descobrindo a regularidade do movimento dos astros,
o homem estabeleceu um código numerado para acompanhar
o grande movimento do universo. Nasceram os relógios
e os calendários. Nesta Epifania somos convidados
a refletir que o tempo é um tesouro que deve ser
muito bem administrado. Nossa vida é no tempo
e marcada por ele. O tempo é a medida das coisas
que passam.
A imortalidade é uma dádiva que
só Deus pode oferecer, pois só Ele é o
Senhor da vida. E essa imortalidade tornou-se nossa herança
pelos méritos de Cristo que nasceu e que morreu
da nossa morte a fim de que possamos viver da vida dele.
Ele se manifesta ao mundo e nos convoca a que vivamos
com mérito a nossa vida, para que nos tornemos
dignos da recompensa que nos conquistou.
Ele mostrou em si mesmo o que significa viver
a vida com dignidade. As trilhas registradas no Evangelho
são absolutamente nítidas, apontando-nos
caminho seguro.
Os Reis Magos oferecem ao Verbo-Infante seus
tesouros. Ofereçamos-lhe um coração
bom. Um coração de criança. Pronto
para perdoar e incapaz de odiar. Faça sua família
melhor. Faça melhor o seu ambiente de trabalho.
Ajude aos que precisam. Ele foi pobre. Sejamos humildes.
Ele foi assim.

BATISMO
DO SENHOR Lc 3,15-16.21-22 - (10/01/2010)

Após ter-nos levado a participar
da espera do Messias e mostrado a significação
da presença de Deus em nosso meio, a Liturgia nos
convida a acompanhar passo a passo, a realização
da missão do Messias.
O primeiro é a vocação
de Jesus, manifestada no momento do Batismo por João.
Jesus assumiu toda a existência humana que seja
obediência ao Pai. Logo após o Batismo,
Jesus se consagrou ao bem de todos, à luta pela
verdadeira libertação, especialmente, dos
pobres, doentes e pecadores. Para Jesus o Batismo não
foi uma simples cerimônia, mas começo de
vida nova e início de sua manifestação
pública.
O Batismo de Cristo é também prefiguração
de nossa adoção como filhos de Deus. Somos
filhos do mesmo e único Deus. O Batismo nos consagra
para desempenhar uma missão específica
no novo reino dentro da família de que nos tornamos
membros vivos. Missão de sermos profetas, sacerdotes
e apóstolos.
O Batismo nos compromete com a Palavra de Deus,
com a comunidade e conosco mesmos, pois exige de cada
um mudança de vida, conversão, voltar-se
para Deus e para os homens nossos irmãos.

2º DOMINGO
DO TEMPO COMUM Jo 2, 1-11
(Bodas de Caná) - (14/01/2010)

Desde
os profetas, o amor matrimonial e o casamento em Israel,
sempre lembravam a aliança de Deus com seu
povo. Jesus sabia disso e transformou a festa onde faltou
vinho numa celebração da Nova Aliança.
A
liturgia deste Domingo comemora o início dos sinais
de Jesus conforme a narrativa de João Evangelista.
Esse início ainda não é a hora de
Jesus, mas abre a perspectiva da Hora. Maria intervém
junto a Jesus e diza aos servos: “ Fazei o que
Ele mandar”. Maria, a Mãe da Igreja! O vinho
de Caná é um “aperitivo”,
significando que a festa já começou, visto
que a hora de Jesus é a elevação
ou exaltação de Jesus, em sentido duplo:
cruz e glória. Sim. A glória é a
manifestação do ser de Deus que é Amor,
na cruz de Cristo. Essa glória manifestada
na cruz, não deixa nunca mais Jesus e marca toda
a caminhada que sua comunidade ( a Igreja) faz aqui neste
mundo.
Estamos,
nós também, celebrando as núpcias
celestiais, recebendo o bom vinho, na medida em que a
glória de Cristo já se faz sentir entre
nós.
Vamos, pois, olhar prá frente! Apostar
nos pobres e humildes. Transformar a cruz em glória!

3º DOMINGO
DO TEMPO COMUM Lc1,1-4;4,14-21 (Jesus em Nazaré) - 24/01/2010

O
Evangelho deste Domingo inicia a leitura contínua
do Evangelho de Lucas, o evangelista do Ano C. Ele singelamente
nos garante que se informou bem e criou uma certa ordem
em sua narrativa. Lucas coloca no início da atividade
de Jesus a pregação em seu próprio
povoado, Nazaré, indicando que Jesus vem anunciar
a Boa-Nova aos pobres. Este é o programa de Jesus:
realizar a verdadeira restauração do povo
de Deus, que a volta do exílio, seis séculos
atrás, não conseguira realizar, pois Israel
não se purificou de sua injustiça e tão
pouco realizou o “ano de graça” (restituição
dos bens aos pobres) que o profeta tinha anunciado.
Anunciar
a Boa-Nova aos pobres é um dom e uma tarefa. É uma
graça e uma missão. A prática pastoral
propugna que as pessoas se transformam desde que se lhes
confie uma missão. Portanto, remando contra a
maré, nós devemos dirigir esta mesma convocação
aos pobres de hoje, libertando-os para ser povo.
Os
sistemas passam. O Evangelho fica. Porque ele é dirigido à pessoa
humana, com seus sonhos e suas fragilidades. Pois, enquanto
assistimos às alternâncias e superações
dos sistemas, o ser humano permanece o mesmo, enfrentando
os problemas perenes com que se defronta: a guerra e
a paz, a injustiça e a justiça, o egoísmo
e o amor. Que os sistemas são incapazes de resolver.
E para os quais, exatamente, Jesus de Nazaré veio
trazer o remédio.

4º DOMINGO DO TEMPO COMUM Lc
4,21-30 (Os nazarenos) 31/01/2010

Quando
Jesus anunciou seu programa de levar a Boa-Nova aos pobres,
seus conterrâneos de Nazaré ficaram pasmos:
admiravam suas palavras, mas nem todos concordavam com
elas. Pior ainda quando comparou Nazaré à vizinha
cidade de Cafarnaum, citando os exemplos de Elias e Eliseu,
que fizeram seus milagres para estrangeiros num tempo
em que haviam numerosos leprosos e viúvas em Israel
e, também, muita incredulidade!
Jesus
veio inaugurar o Reino de Deus, o que deveria ser comprovado
pela participação dos pobres e oprimidos.
Portanto, não se deve ter medo de anunciar o fim
de privilégios de uma certa prática de
vida religiosa que volta as costas aos prediletos de
Deus. Não se pode pechinchar com o Evangelho... É necessário
se comprometer com a onerosa construção
do bem.
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