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Pároco
e reitor do Santuário: Pe. Simão Cirineo
Ferreira
Vigários
Paroquiais: Pe. Sebastião Márcio Maciel
e Diácono Leandro Aparecido da Silva
Em Monte Sião foi construída a primeira igreja
dedicada a Medalha Milagrosa, 1849. Pesquisas realizadas
em documentos arquivados na Cúria de São Paulo,
Pouso Alegre, em arquivos paroquiais e particulares de Ouro
Fino e Monte Sião, comprovam a afirmação
desse pioneirismo religioso. De fato, no mesmo ano em que
se deu o milagre da aparição da Virgem Santíssima
a Catarina Labouré, cerca de 105 famílias
católicas habitavam as terras de Monte Sião.
Na época, o lugarejo ainda estava coberto por densa
mata, sem padre, sem igreja e com precário meio de
comunicação, porém, calcula-se por
volta de 1838, quando o lugarejo era elevado a arraial do
Jabuticabal, a devoção da Medalha Milagrosa
já estava ali.
Resumo Histórico
No
dia 18 de julho de 1830 Catarina Labourè é
acordada por um anjo convidando-a para ir até a capela
do convento pois a Virgem Maria a esperava. Na capela toda
iluminada a Virgem Maria aparece e assenta-se em uma cadeira.
Catarina ajoelha-se e coloca as mãos em seus joelhos
e ouve a Mãe de Deus anunciar os acontecimentos que
viria sobre o mundo e a França.
Nossa Senhora confia à vidente a
missão de transmitir tudo ao seu confessor e pede
ela se preparar para sofrer muito como sua mensageira.
No dia 27 de novembro do mesmo ano, Catarina tem outra visão
da Mãe de Deus, que lhe pede para cunhar uma medalha
igual a que lhe apresentava.
Na Medalha, Nossa Senhora está sobre o globo terrestre,
esmagando com os pés a cabeça de uma serpente.
As mãos estendidas projetam feixes de luz, símbolo
das graças que quer derramar sobre seus filhos. Em
torno da Virgem há a inscrição: Ó
Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos
a vós.
No verso da Medalha, está o monograma de Maria, em
cima uma cruz, em baixo dois corações: o de
Jesus cercado por espinhos, o de Maria transpassado por
uma espada. Em torno uma coroa de 12 (doze) estrelas.
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E
a Mãe de Deus disse:
Quem usar com fé e devoção esta
medalha, muitas graças Eu concederei. |
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Origem da Imagem
A imagem que ornamenta o centro do altar-mor
do nosso Santuário é a mesma que por volta
de 1860 veio de Portugal a pedido do Sr. João Pereira
Batista Machado um fazendeiro português que aqui morava.
Do porto do Rio de Janeiro até Monte Sião
a imagem foi trazida em lombo de animais de tropa, dentro
de Jacá de carga e envolta em palha seca de milho.
Pelo fato da imagem da possuir traços femininos e
sensuais que delineiam seu busto, cintura, coxas, etc, no
ano de 1937 o Sr. Bispo pediu ao pároco de Monte
Sião que retirasse do altar a imagem de Nossa Senhora
e a enviasse para uma capela da zona rural.
A ausência da Mãe foi muito sentida por seus
filhos na paróquia. Entre os anos de 1937 e 1939
Monte Sião foi assolada por uma grande seca; chovia
normalmente em todas as cidades da região, aqui não.
O povo associava a falta de chuva, à ausência
da imagem da Padroeira. Algumas pessoas foram interceder
junto ao padre pedindo o retorno da imagem para o altar
e, a poder de muito questionamento foi permitida a volta
da imagem da Padroeira. Isto aconteceu no dia 5 de novembro
de 1939, Era uma tarde ensolarada, quando a procissão
composta pelo pároco, autoridades, banda de música
e principalmente o povo, trazia o andor com a Imagem da
Padroeira. Chegando na entrada da cidade começou
a cair os primeiros pingos e em seguida uma grande chuva,
fazendo com que a própria imagem e os seus fiéis
devotos entrassem na Igreja todos molhados (DIA DO MILAGRE
DA CHUVA). A partir deste dia as plantações
prosperaram, as criações não morreram
mais e o ciclo da chuva voltou ao normal.
Características
O
Olhar: Maduro, adulto, não repressor mas de
Mãe que assume a sua missão, de olhar por
nós, indicando o caminho que é JESUS.
O Lírio: O lírio
de seu vestido é o símbolo de São José,
seu esposo. Sinal de pureza. Maria esposa fiel, um não
ao adultério e separação.
Cinto e Sandália:
Símbolo de quem está caminhando, sempre servindo,
a procura dos filhos...
A Imagem que se encontra no altar-mor mede
1,10m por 0,60cm. É do início do século
XIX, moldada em papel prensado com gesso (Cartão
Pierre).
Origem do Santuário
Segundo pesquisas, a
autorização do Bispado de São Paulo,
para a edificação da capela de Nossa Senhora
da Medalha Milagrosa, deu-se pela Provisão datada
de 29 de março de 1849 e o primeiro templo religioso
localizava-se bem no centro da atual Praça “Prefeito
Mário Zucato”. Sua respectiva bênção
oficial ocorreu a 13 de abril de 1850, também por
Provisão da Câmara Capitular de São
Paulo, à qual eclesiasticamente pertencia a capela.
Em 1881, o então curato de Monte Sião foi
elevado à instituição canônica
de Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
No ano de 1934, no paroquiato do Pe. José Eugênio
de Faria, mais conhecido por padre Zequinha, teve início
a construção da atual Igreja Matriz, no mesmo
lugar da anterior. Quatro anos após, as obras em
fase de acabamento passaram à responsabilidade do
novo vigário, Pe. Gustavo Moreira de Abreu. A partir
daí algumas modificações foram feitas
e a
construção concluída na década
de 50.
No período de 1974 a
1998 nossa paróquia esteve sob os cuidados dos padres
da
Congregação dos Agostinianos da Assunção.
A 5 de novembro de 1999, depois de
muitos estudos, pesquisas, comprovações de
Graças recebidas pela intercessão de
Nossa Senhora e por ser o primeiro local do mundo dedicado
a Medalha Milagrosa dá-
se solenemente a elevação da Igreja Matriz
a Santuário de Nossa Senhora da Medalha
Milagrosa através do Decreto do Arcebispo Metropolitano
de Pouso Alegre Dom Ricardo
Pedro Chaves Pinto Filho.
Festa da Padroeira
Com grande solenidade celebra-se a
Novena em preparação do dia 18 a 26 de novembro.
Dia 27, feriado municipal, celebra-se a Festa da Padroeira,
com missa de hora em hora no Santuário. Saiba
Mais
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